Gilles Deleuze
por Enrique Landgrave
... linhas de fuga - devir - imanência - repetição - singularidade - corpo sem órgãos - sentido - plano - multiplicidades - diferença - sensações - arte - máquinas desejantes - intensidades - máquinas de guerra fluxos - rizoma - abecedário - hecceidades - escrileituras - educação - vida - literatura - performance ...

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palavra escrita, palavra estranha, palavra pronunciada, palavra lúdica, palavra alada, palavra inventada, palavra cantada, palavra sentida...
Tânia Marques
24/04/2012

Escrileituras - Programa Observatório da Educação: Ciclo de conferências DIF


Le structuralisme de Roland Barthes - Jalons pour l'histoire du temps présent


 Clique no link acima para assisitir a entrevista com Roland Barthes

Né en 1915, Roland Barthes s'est imposé à partir des années 50 comme l'une des figures centrales du structuralisme, mouvement intellectuel qui affirme que tout phénomène se "structure" de manière signifiante. Ainsi Barthes montre-t-il dans Le Degré zéro de l'écriture (1953), dans la continuité de la linguistique élaborée par Ferdinand de Saussure pour qui la langue est un système cohérent à étudier de façon autonome, comment "l'écriture (est) condamnée à se signifier elle-même", considérant ainsi que l'étude des structures du langage littéraire (le style en particulier) permet de déterminer les significations du texte.
Dans Mythologies (1957), Barthes entreprend de lire quelques "mythes de la vie quotidienne moderne". Il y décrypte le "tissu de nos évidences" c'est-à-dire les "signes" qui incarnent le "Français moyen" des années 50. En analysant par exemple l'image de l'Abbé Pierre, le bifteck et les frites ou les combats de catch, Barthes déchiffre les significations cachées de ces "matériaux" comme autant de symboles ; banals en apparence, ceux-ci sont selon lui des productions historiques véhiculant des idées socialement conservatrices. Il formalise son approche au cours des années 60 en promouvant la sémiologie, "science qui étudierait la vie des signes au sein de la vie sociale". Si son ouverture d'esprit lui a fait aborder des objets aussi variés que le cinéma, la photographie, la mode ou la musique, il a accordé un intérêt constant à la littérature, renouvelant les approches de la critique littéraire.
Dans Sur Racine (1963), il ose une lecture psychanalytique qui suscite de vives réactions chez les professeurs de La Sorbonne, manifestant une révolte anti-académique commune à l'ensemble des "structuralistes" (Michel Foucault notamment) et parallèle aux nouvelles vagues contestataires de la vie artistique des années 60. Barthes effectue un tournant dans sa pensée à partir des années 70 où ses recherches l'amènent à remettre sur le devant la part subjective dans l'écriture (Roland Barthes par lui-même ).
Il récuse progressivement la tentation scientifique pour exalter le jouissance que le texte fait éprouver au lecteur, la "saveur" humaine devenant plus précieuse que le "savoir" même (Fragments d'un discours amoureux ). Il meurt prématurément en 1980 alors qu'il était depuis 4 ans professeur au Collège de France, marque de la consécration institutionnelle que connaît le structuralisme au cours des années 70.

Fonte:

O Anti-Édipo - Gilles Deleuze et Félix Guattari

 Il n'y a que du désir et du social, et rien d'autre.

Gilles Deleuze – Félix Guattari
L'Anti-Œdipe
Les éditions de Minuit (coll. « Critique »), Paris, 1972, 494 p.

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En 1972, Gilles Deleuze et Félix Guattari publient L'Anti-Œdipe, attaque en règle contre la psychanalyse freudienne. Gilles Deleuze (1925-1995) enseigne alors la philosphie à l'université de Vincennes, où il a été appelé par Michel Foucault. Après avoir publié plusieurs ouvrages sur l'histoire de la philosophie, il s'impose par la suite comme un créateur de concepts en marge des courants de pensée de l'époque.
Félix Guattari (1930-1992), psychiatre, après avoir été un élève de Jacques Lacan, critique les concepts de la psychanalyse traditionnelle. Dans L'Anti-Œdipe, Deleuze et Guattari développent l'idée selon laquelle l'homme est une "machine désirante". Le désir ne peut être vu comme un manque mais comme une "puissance d'agir". Il est, selon eux, vain de vouloir comprendre par des théories psychanalytiques (notamment celle du complexe d'Oedipe) les fluxs mécaniques qui le parcourent. L'ouvrage fait débat tant sur le fond que sur la forme adoptée: style polémique, emploi de termes familiers… Ils poursuivent par la suite leur collaboration, en publiant en 1980 le tome 2 intitulé Mille plateaux.
Deleuze et Guattari s'engagent politiquement en luttant en faveur des minorités. Ils fondent en 1987 la revue Chimères et publient en 1991 Qu'est-ce-que la philosophie ?. Si Guattari défend ici son point de vue, Deleuze refuse d'apparaître à la télévision afin d'argumenter sur sa propre pensée et se donne la mort le 3 novembre 1995 pour échapper à la déchéance physique.

Fonte:

L'Anti-Oedipe' de Gilles Deleuze et Félix Guattari - Jalons pour l'histoire du temps présent

L'Anti-Oedipe' de Gilles Deleuze et Félix Guattari - Jalons pour l'histoire du temps présent

Antonin Artaud

 Francis Bacon, Study after Velazquez's Portrait of Pope Innocent X, 1953

Queria uma obra nova, que apreendesse certos
pontos orgânicos da vida.
Uma obra
na qual se sentisse todo o sistema nervoso.
Acesa como um braseiro,
com vibrações,
consonâncias,
que convidasse
o homem
a sair
com
seu corpo
para seguir no céu
essa nova, insólita e radiante epifania...

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Antonin Artaud

"Achados" deleuzeanos via MySpace Vídeos (França)


deleuze 1



Rizomando...: O QUE É PENSAR? * - Deleuze



Texto publicado em:

Paul Klee - O diário de um artista

L’Aube: Deleuze, Hecceidade, Suscitar Acontecimentos

A pedido da Tânia, posto aqui esse texto que pode ser encontrado em meu Blog. Perdoe-me a demora, Tãnia, ando sem tempo para a internet. Com o retorno das aulas fica tudo mais complicado.

;)

Mais uma madrugada, mais pensamentos, ideias, que vêm e vão como relâmpagos dourados rasgando, insistentemente, a treva noturna; lutas, confrontos, angustias e alegrias… nas qualis os demônios cantam e vibram como se estivessem em grandiosas saturnálias, fazendo um barulho dos diabos.

Nesta madrugada insone e tortuosa – como costumam ser todas as madrugadas insones de pensadores de alma inquieta que encontram na insônia uma potência positiva para o pensamento -, pergunto-me: como impedir que o pensamento nos escape? Ah, como é triste e doloroso perder um pensamento! Quase enlouquecemos e, no entanto, estamos aqui, uma vez mais, para quem sabe ter uma ideia que fique, que persevere em nosso pensamento. Ideias que fulguram em nosso espírito – entendo espírito como cérebro – e que depois desaparecem. Um amor casual, efêmero, livre: elas [as ideias] vêm, nos arrebatam, e depois partem, for ever.

Encontrava-me sentado na frente do PC, lendo um artigo sobre o estatuto da Ética em Deleuze, pautado na leitura que Deleuze fizera da obra de Espinosa e de kafka. Antes disso, encontrava-me lendo um artigo qualquer – muito mal escrito – sobre o conceito de vontade de potência em Nietzsche. Notei, então, que muito das ideias que tinha enquanto lia esses textos desapareciam – costumo, sempre, sair do texto, dar grandes voltas, lançar-me à exploração de ilhas estranhas e secretas que o próprio texto, de algum modo, me dá acesso, para então retornar a ele, com um ânimo renovado. Queria que essas ideias não desaparecessem. Algumas delas eram muito boas, talvez me auxiliassem num escrito futuro… talvez…

O que fazer? Exasperamo-nos. Queremos agarrá-las mas falhamos, são demasiadamente escorregadias e velozes. Elas fogem. Deleuze, lendo Espinosa, observa que em relação às ideias, somo como autômatos espirituais: “é preferível dizer que são as idéias que se afirmam em nós do que dizer que somos nós que temos idéias”. Dizer que nós não temos ideia significa que as ideias são objeto de encontros independentes de uma formação subjetividade qualquer. As ideias nos afetam, diz-nos Espinosa; e isso é tão belo em Espinosa! Somos afetados, mas é preciso alertar para o fato de que o afeto não se define pela ideia, pela sucessão de ideias – por exemplo, quando passo da ideia de quente para a ideia de frio -, mas por um “regime de variação contínua” que encontrará os seus polos nas noções rigorosas de alegria e de tristeza; ideias, sempre selvagens, rebeldes… elas nunca se submetem à uma vontade intransigente de um suposto sujeito do pensamento (como queria Descartes e Kant).

Pensar é ter ideias – conceitos em filosofia; funções em ciência; afetos e perceptos em arte -, mas não se pensa segundo uma vontade: pensa-se por espasmos, por crises e abalos… só se pensa por violência (violência simbólica dos signos que nos atravessam e que independem de nossa vontade, de um sujeito dotado de consciência e de vontade). O que isso quer dizer? Quer dizer que é através dos encontros e dos acontecimentos que engendramos pensar no pensamento, que retiramos o pensamento do inatismo e do seu natural estupor. O pensamento, diz-nos Deleuze, é sempre a força de um involuntário, subvertendo a lógica do cogito cartesiano.

Solicitamos um pouco de ordem, ordem essa que nos protegeria do caos mental:

“Nada é mais doloroso, mais angustiante do que um pensamento que escapa a si mesmo, ideias que fogem, que desaparecem apenas esboçadas, já corroídas pelo esquecimento ou precipitadas em outras, que também não dominamos.” (DELEUZE & GUATTARI,  1992, p. 259)

Pedimos apenas que nossas ideias não se percam nesse caos mental que incessantemente espreita o pensamento e o ameaça lançar à imobilidade; que não nos escapem, que não se dissolvam, que não sejam como essas variabilidades infinitas nas quais coincidem sua aparição e desaparição. Pedimos, afinal, que elas sejam consistentes e que sua duração seja como aquela de uma obra de arte: que atravesse os séculos e as eras. Sem isso, mal seríamos capazes de escrever um post breve como este que vos escrevo.

Todavia, se o pensamento é esse força do involuntário, que chega, que invade nossa casa – o cérebro – sem nem mesmo bater na porta, não seria o caso de pensarmos que o seu desaparecimento tem a ver com essa involuntariedade do próprio ser do pensamento? Eis o que concluo: “entra quando quer, sai quando quer”. O filho rebelde, o filho ardiloso e embusteiro, mas que, todavia, amamos como todos os pais amorosos.

Mas, afinal, o que pensava eu ao escrever este post? Pensava que poderia compartilhar com meus leitores essa minha hecceidade: comunicar-lhes um pensamento “acontecimental”, afetar-lhes no âmago de seus corpos e de suas almas (o que, no fundo, dá no mesmo). Somos hecceidades, tão só hecceidades. É o que diz o filósofo. O que é uma madrugada como esta? É um modo de individuação que não se confunde com aquele de uma coisa ou de um sujeito. Falamos de um modo de individuação que antecede tanto aquilo a que damos o nome de objeto quanto aquilo que damos o nome de sujeito: pre-objetivo e pre-subjetivo. Não é difícil de entender. Elas [as hecceidades] apenas mudam algo em nós: nos faz entrar em devir. Fui impelido a escrever este texto. É pela força, pela “tirania” dos encontros e dos afetos, que escrevemos: somos arrastados à escrita, como que por uma correnteza de um rio feroz. É esse o meu alegre caso.

Enquanto escrevo, minhas ideias continuam fugindo, enquanto escrevo… tento… dar ordem ao caos e tornar possível o pensamento: traçando um plano de imanência que recorta o caos e lhe dá um sentido, uma consistência.



Bibliografia:

DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. O que é a filosofia? São Paulo: Ed. 34 Ltda. 1992.

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deleuzeano ou deleuziano?

Gente, o correto é grafar deleuzeano, com "e", já que o sufixo "iano" é para quando não há na palavra a terminação "e". No caso, Deleuze acaba em "e", não havendo necessidade de trocar a sua terminação. Ok!
Tânia Marques     12/03/2012

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